sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Plano Diretor de Inovação - Uma questão de sobrevivência

Em 2007, eu tive a satisfação de tornar o conceito de um Plano Diretor de Geoprocessamento amplamente conhecido no Brasil através de uma consultoria para Prefeitura Municipal de Fortaleza. Atualmente este modelo de planejamento estratégico para introdução das tecnologias geoespaciais numa instituição/empresa se tornou um padrão nacional, sendo copiado por inúmeras consultorias (projetos). Neste post, eu vou apresentar um novo conceito que deverá se tornar muito popular nos próximos anos: o Plano Diretor de Inovação.

No histórico das empresas de sucesso, podemos sempre observar a existência de algumas ações ligadas à modernização, transformação (adequação do negócio), inovação, etc. Estas ações tem normalmente definido a capacidade das empresas de se tornarem líderes no seu segmento. Atualmente o ritmo de surgimento de novos conceitos e novas tecnologias está muito acelerado e o mercado é modificado numa velocidade muito superior ao que ocorria há uma década. Com isso, as empresas tradicionais precisam estabelecer uma política de inovação contínua que esteja revisando a própria estratégia do negócio periodicamente. Neste sentido, eu avalio que a necessidade de desenvolver e implantar um Plano Diretor de Inovação (PDI) está mais relacionado com uma questão de sobrevivência do que a uma questão de competitividade. O fenômeno que retirou do mercado empresas (Teletrim, Kodak, Nokia, etc) que eram líderes em seus respectivos segmentos deve se tornar cada vez mais amplo, atingindo mais empresas em menor tempo.

De maneira sucinta, cito alguns passos e orientações para o desenvolvimento do PDI:
  1. Para inovar é preciso saber primeiro onde a empresa se encontra, para depois definir os novos rumos possíveis. Então ter os processos bem definidos e gerenciados é um ponto importante. A partir do estudo dos processos, será possível analisar a introdução de tecnologias mais recentes que impacte a produtividade.
  2. Você poderá conduzir o processo do PDI com uma equipe interna ou externa. Os resultados mais relevantes possivelmente serão produzidos por uma equipe externa, pois eles poderão "pensar fora da caixa" evitando linhas de pensamentos que já estejam consolidadas dentro da empresa, ficando livre para propor alternativas. Não estou dizendo que a equipe interna é menos qualificada para isso, muito pelo contrário, o valor da inovação está mais ligado ao conhecimento da equipe interna. A ação externa tem que ser no modelo de um coach para gerar bons resultados buscando fazer a equipe da empresa a pensar de forma totalmente livre de "amarrações" previamente definidas.
  3. Existem inúmeras possibilidades de captação de verbas para projetos inovadores, incluindo editais públicos com verbas à fundo perdido. O PDI precisa identificar os projetos que potencialmente podem atrair novos investimentos e que, talvez, possam propiciar a criação de startups, abrindo novos mercados para empresa.
  4. Avaliar o impacto das diversas tecnologias e conceitos emergentes. Destaco principalmente o conceito da indústria 4.0 como um bom norte para um possível redesenho do negócio. 
Estamos vivendo um ótimo momento para que as ideias saiam das mentes e formatem projetos de grande impacto. 

Nos próximos posts, pretendo continuar desenvolvendo o tema INOVAÇÃO.

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